04/03/2008

Arte que se vê: Pátio das Cantigas


Ainda no espírito do cinema clássico português dos anos 30 e 40, em especial na categoria de comédia, é impossível passar ao lado do "Pátio das Cantigas". Fica aqui este post para dar a conhecer ou relembrar este clássico.


"O Pátio das Cantigas é um filme português de 1942, realizado por Francisco Ribeiro que tem lugar num típico bairro lisboeta por ocasião das festas dos Santos Populares, através de um fabuloso jogo de equívocos e duplos sentidos numa comédia inesquecível, com Vasco Santana, António Silva e Ribeirinho.
Com António Silva, António Vilar, Armando Chagas, Barroso Lopes, Carlos Alves, Carlos Otero, Eliezer Kamenesky, Francisco de Castro, Francisco Ribeiro, Graça Maria, Laura Alves, Maria da Graça, Maria das Neves e Vasco Santana.
O Pátio das Cantigas de 1941, é uma das mais célebres e amadas comédias populares do cinema português. Convergência de grandes talentos da época o filme de Ribeirinho, produzido pelo seu irmão António Lopes Ribeiro e pelos dois escrito de parceria com Vasco Santana, assenta acima de tudo num primoroso jogo de diálogos, com duplos sentidos e um irresistível sabor revisteiro, bem como num lote admirável de grandes comediantes. Ribeirinho, A. Lopes Ribeiro e Vasco Santana captaram e registaram com humor e sensibilidade toda a atmosfera lisboeta, bairrista e popular por ocasião das festas dos Santos Populares, a partir de um punhado exemplar de personagens tipificadas, envolvidas nas suas querelas, confrontos e desejos pessoais. Tudo isto, servido por uma realização discreta e eficaz num filme que conta com gags memoráveis, como o de Vasco Santana regressando a casa bêbado e tentando obter lume de um candeeiro da via pública, que lhe vai servir de "guia" até chegar à cama. Mas o que há de mais notável em O Pátio das Cantigas é sem dúvida o espantoso jogo da representação, do mau génio e arrogância de António Silva às atribulações do tímido Ribeirinho, passando pelas calinadas, verbais e melódicas («Evaristo tens cá disto», ficou célebre), de Laura Alves e, acima de tudo, pela alegria ébria e pela insolência provocadora de Vasco Santana.


Sinopse


Num típico pátio lisboeta, por altura das festas dos Santos Populares, um punhado de gente simples vive o seu quotidiano, os seus sonhos, desilusões, paixões, ciúmes e alegrias numa atmosfera quase encantada. Alfredo é um bom rapaz cujo irmão Carlos, um estouvado, namora a frívola Amália. A irmã desta, Suzana, ama por sua vez Alfredo. Narciso, o pai de Rufino e seu sócio na leitaria do bairro, é um bêbado crónico e um virtuoso da guitarra. Rosa, uma bem disposta viúva que vende flores, é por sua vez cortejada por Narciso e pelo intratável e arrogante Evaristo, o merceeiro, pai da invejosa e mimada Celeste. A rivalidade entre Narciso e Evaristo vai ao rubro numa noite de bailarico no pátio que termina numa autêntica batalha campal. Por fim tudo se compõe entre os vários pares amorosos e no pátio a vida segue serenamente."


fonte: wikipédia
imagem: Cartaz de "O Pátio das Cantigas" de Francisco Ribeiro





Veja alguns excertos aqui:


- Vasco Santana e o candeeiro: http://www.youtube.com/watch?v=2Y2N6HMmgM4


- Ribeirinho e Maria da Graça: http://www.youtube.com/watch?v=0mbSvHEdaZQ

1 comentário:

Meus Netos Minha Fortuna disse...

Minha querida amiga Ana!

Primeiro obrigada pelo seu comentário referente ao Ferrari que fiz para o meu netinho!...
Sabe, nós as vóvós fazemos tudo por estas coisinhas lindas que nos preenchem o coração!...

Agora vou deixar-lhe aqui o meu agradecimento por todos estes posts sobre estes filmes tão antigos, mas sempre tão actuais...

Eu...ainda continio a adorar!

Os artistas eram excepcionais!
Obrigada por nos reavivar a memória coom coisas tão lindas!

Um beijinho grande para si!
Cassilda

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