09/12/2008

Arte que se vê: "How to make an American Quilt" de Jocelyn Moorhouse



"How to make an American Quilt", (como fazer uma colcha americana), é um filme de 1995, protagonizado por Winona Rider no papel de Finn Dodd.

É um daqueles filmes em que a sinopse não cativa o suficiente, mas que a partir do momento em que se começa a ver o filme e a conhecer as personagens, estas nos cativam. Sobretudo é uma história de mulheres para mulheres. O enredo está cheio de nuances femininas, de sensibilidade.


Finn Dodd, (Winona Rider), é uma jovem noiva, que decide ir para a casa da sua avó numa localidade rural para terminar a sua tese de mestrado. Existe uma antiga tradição americana que ainda persiste, que é o patchwork quilting, ou como conhecemos, as mantas de retalhos. Seguindo as regras da tradição dessa arte americana, a avó de Finn em conjunto com a suas amigas, juntam-se para bordar a manta que será o presente de casamento da jovem. Ao longo do tempo em que a manta é construída, as senhoras vão partilhando mais do que os retalhes e os apliques. Vão dando a conhecer a Finn as suas histórias pessoais de amor, romance, as alegrias e os desgostos. São histórias tão únicas como as mulheres que as viveram e acabam por influenciar a jovem Finn na sua visão da vida e do romance.




28/10/2008

Arte que se vê: "A Dama e o Vagabundo" da Disney

Ultimamente ando com uma "fome" de clássicos da Disney. Então comecei há dias a rever todos quantos aqueles que me vou lembrando. São estes filmes que farei questão de partilhar com os meus filhos, um dia, pois trazem fantasia, emoção, beleza, sem qualquer violência.


Irei fazer-vos relembrar de alguns destes clássicos ao longo de alguns posts futuros, mas este reservo-o a um grande favorito meu - "A Dama e o Vagabundo", ou no original "Lady and the Tramp".


Este clássico é uma linda homenagem da Disney a todos os cães - sejam estes "damas" ou "vagabundos". Tem todas as características de um grande clássico, que resiste à passagem do tempo e, continua capaz de encantar gerações após 53 anos.


Data de 1955 e conta com a participação da famosa Peggy Lee, que dá a voz a Darling, a dona de Lady.




Sinopse:

Lady foi adoptada por Darling e Jim Dear quando ainda era pequena cachorrinha, fazendo as delícias do casal. A sua vida sempre foi prazenteira, rodeada de muito conforto, na companhia dos cães da abastada vizinhança e bons amigos - Jock e Trusty.
Do outro lado da cidade, Tramp vive uma vida completamente distinta. É um cão de rua, esperto, que aprecia a sua liberdade e o facto de não ter apenas um dono, mas uma família humana por cada dia da semana onde vai espalhar o seu charme e pedir o jantar. Preocupações? Nenhuma! A não ser escapar do funcionário do canil.
De visita ao bairro abastado da cidade, onde todos os cães têm coleira e licença e moram numa casa com jardim, Tramp conhece Lady e conta-lhe que os humanos têm uma capacidade limitada para amar e, que tudo muda na vida de um cão quando aparece um bébé na família.
Realmente mais tarde, Darling e Jim têm um bébé, e Lady começa-se a aperceber de algumas pequenas diferenças. No entanto tudo continua bem, em especial quando o bébé é apresentado a Lady e esta leva muito a sério o seu papel de protectora do bébé.
É quando Jim e Darling partem numa viagem e a tia Sarah fica encarregue da casa e do bébé que uma série de desventuras acontecem a Lady, e esta é auxiliada por Tramp.
Mas, no final tudo se resolve e nasce um grande amor entre esta Dama e o seu Vagabundo, que é acolhido pela família, e acaba com uma casa cheia de riso e cachorrinhos amorosos.


Veja aqui:





Lady and the Tramp




07/10/2008

Inspiração: ArTerapia


"Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida."


Jung


"Antes eu desenhava como Rafael, mas precisei de toda uma existência para aprender a desenhar como as crianças"


Picasso




Tenho tido a sorte de conhecer, ao longo do tempo, pessoas que me inspiram verdadeiramente, cujo propósito de vida é elevado, que criam disponibilidade nas suas vidas para tocar o mundo e quem as rodeia da forma mais positiva.


A minha querida amiga Teresa é sem dúvida uma dessas pessoas. Escultora e professora de artes, inspirou gerações de alunos que certamente a recordam com o mesmo carinho que inspira em todos quanto cruzam o seu caminho, como eu.


Fiz este blog, porque amo as artes, porque acredito que existe arte em todas as demonstrações de vida até nas rotinas mais diárias, assim como acredito que existe um potencial criativo em tudo e em todos. Essa criatividade pode ser libertada através de qualquer meio ou ferramenta, onde a única coisa essencial é não reprimir esse potencial que habita em todos nós, sem excepção. Por esse motivo este projecto é inspirador e dou-vos a conhecer a Arterapia com muito gosto.


" - A Terapia através da Arte baseia-se nos princípios que o processo criativo para além de curativo permite a afirmação da vida.

- Actua como forma de expressão das emoções conscientes e inconscientes através de meditação, pintura de mandalas, cor, símbolos, contos, visualização criativa, música e som.

- O trabalho com crianças é extremamente bem sucedido uma vez que estas são naturalmente criativas e artísticas.

- Este tipo de terapia tem muito sucesso em tratamentos de casos clínicos de depressão e mesmo em patologias físicas.

- Harmoniza o fluxo de energia, estimula a capacidade de concentração e relaxamento.

- Irá proporcionar um contacto harmonioso e amoroso consigo e, com os outros."


Podem fazer parte deste grupo de Terapia através da Arte, ou pedir mais informações, em Sintra, na Associação Cultural Art of Living no Largo Ferreira de Castro, nº3, r/c.

Tel: 219248969




19/09/2008

Arte em cena: "A Verdadeira Treta" de José Pedro Gomes e António Feio


É bom rir, sobretudo se for de nós próprios, da nação, dos problemas e dos estereótipos da sociedade. José Pedro Gomes e António Feio caricaturizam um do estereotipo do português, o chico-esperto que também é calão, exagerado, pouco educado, rude e sim, foleiro, kitsch e a brincar vão abordando tudo o que presentemente preocupa Portugal e os portugueses. Em cena no Auditório dos Oceanos, no Casino de Lisboa.


"A aventura Conversa da Treta começou no Auditório Carlos Paredes, em 1997, e desde então já correu o país, esgotou o Coliseu dos Recreios várias semanas, foi um programa de rádio, uma série televisiva. O dvd, o livro e o filme vieram mais tarde confirmar o sucesso da dupla. Em 2008 apresentam A Verdadeira Treta, um regresso à essência da "filosofia do disparate" que já fez rir milhares de espectadores... que há muito que reclamavam por mais!


Em A Verdadeira Treta, Zézé e Tóni vão levantar dinheiro a uma caixa multibanco e, como conversa puxa conversa, ou melhor, no caso deles, conversa da treta puxa conversa da treta, passam uma infinidade de tempo a falar de tudo e mais alguma coisa. Desde o preço do petróleo, às operações plásticas, desde a paranóia com a segurança, até à educação, à saúde, passando pelo aumento dos juros, tudo é esmiuçado pela arrevesada e demente destes dois mamíferos da famosa espécie "Chico-Espertus Lusitanus". Uma raça que, infelizmente para uns, e, felizmente para outros, está muito longe da extinção."

in folheto d'A Verdadeira Treta
Veja aqui:

10/09/2008

Arte que se joga: Spore


O mercado dos vídeojogos está em franca expansão. Em breve será raro encontrar uma casa que não possua um computador e uma consola de jogos, no mínimo.


O interesse pelos vídeojogos manifesta-se num espectro de idades cada vez mais alargado. Não é somente algo para adolescentes e jovens adultos, mas também para crianças de tenra idade e adultos de todas as gerações.


O Spore pelo seu conteúdo criativo e inovador é um jogo ideal para todas as idades. Sobretudo para os mais novos este é sem dúvida um jogo didáctico, imensamente divertido, sem qualquer conteúdo ofensivo.


Neste jogo começamos por ser um ser unicelular, que chegou através do espaço no interior de um meteorito e inicia a vida no seu novo planeta numa poça partilhada com mais seres do mesmo género. Acompanhamos a evolução do nosso ser em todos os aspectos. Optamos por fazer dele um ser herbívoro, carnívoro ou omnívoro e ao longo da primeira fase, nadamos pela poça efervescente de vida, comendo, evoluindo e evitando ser comido.


Outras quatro fases se seguirão, onde a nossa criatura é sempre mais complexa assim como a interacção com tudo o que a rodeia. Tudo neste jogo é decidido pelo jogador, desde o aspecto da criatura, até ao design dos edifícios e veículos da sua cidade, inclusivé o seu comportamento com o mundo e as outras espécies que o povoam. É entusiasmante toda a evolução de uma espécie desde os primórdios até à era espacial.



"Spore é um jogo de computador desenvolvido pela Maxis. É uma épica viagem que leva a origem e a evolução da vida, a criação de uma civilização e da tecnologia e eventualmente até ao fim.
O jogo, idealizado por Will Wright, que já criou jogos muito conhecidos (como SimCity e The Sims), foi primeiramente apresentado em 2004 num artigo da revista Wired.
O jogo conta com tecnologias novas desenvolvidas pela Maxis, onde o usuario poderá baixar conteudo para a personalização do jogo com apenas alguns KBytes de tamanho, possibilitando um planeta inteiro ter apenas 5 MBytes, pouco e útil para quem usa internet discada.


As etapas:


- Fase de Poça (Celular) - A fase é ambientada no nível microscópico, onde o jogador irá ter um estilo de jogo como flow, ou seja, seu microorganismo deverá comer seres menores, escapando de outros organismos maiores. para isso, seu microorganismo poderá ter novas partes para se adaptar de uma forma melhor ao ambiente, como por exemplo defesas do tipo espinhos.


- Fase Tribal - Quando a criatura atinge um nível de sapiência suficiente, ela evolui e passa para a próxima fase, a tribal. Nesta, o jogador irá controlar uma tribo inteira de seres da mesma espécie, com um novo estilo de jogo. aqui, as criaturas irão interagir com ferramentas, cabanas e outras coisas. ainda assim, a caça é fundamental para a sobrevivência da espécie.


- Fase Civilização - Quando a tribo evolui, o jogador irá avançar para a fase Civilização, onde ele controlará uma cidade em si, e não poucas cabanas como é a fase tribal. aqui, entra um estilo de jogo parecido com o de SimCity, onde o jogador irá atuar como um prefeito, controlando gastos, impostos, segurança, e outros conceitos. Após a etapa anterior, o jogador entra em uma fase em que não existe apenas uma cidade, mas outras cidades diferentes da sua. o jogador terá de interagir com estes outros povos, por meio de diplomacia, comércio ou conflitos. aqui, o jogador criará veículos, para poder justamente interagir com estas outras culturas.


- Fase Galáctica - A ultima fase, a Galáctica, irá ambientar a espécie no último nível evolucionário. aqui, o jogador irá criar seu UFO ( Espaçonave ), e então lançar-se no espaço. o jogador irá interagir com povos de outros planetas, fundar colônias, explorar a galáxia, e outras coisas. Aqui, várias ferramentas irão aparecer, como criador de Vulcões (para criar atmosfera em planetas que não a possuem) e a ferramenta Gênese, onde poderá mudar totalmente um planeta para se adaptar a fundação de sua colônia em outro planeta.



Os editores:


Um dos fatores de interesse pelo jogo são os editores presente nele: é o jogador que cria sua criatura, e cada fase tem seu específico editor.



Fase Celular - No editor celular, você cria seu microrganismo (ou modifica-lo), usando partes como movimentação e ataque, por exemplo. você chega a ele quando atinge os pontos de DNA necessários.



Fase Criatura - O editor Criatura é muito conhecido por seu alto número de partes para a criatura. com ele, é possível fazer desde aves até criaturas com muitas cabeças, selecionando a cor/textura da sua pele, que pode sofrer variações como escamas, penas, etc.



Fase Tribal - Nele já não haverá o editor de cabanas, mas sim de armaduras e roupas para sua tribo.



Fase Civilização - Nesta fase, o editor serve para construir edificações (casas, fábricas, etc.), e com o avanço do jogo, o jogador irá criar veículos terrestres, aquaticos e aereos.



Fase Galáctica - O jogador, ao terminar a fase civilização, deverá construir seu OVNI (Espaçonave)."


in wikipedia



Site oficial: http://www.portugal.ea.com/spore/


Canal oficial Youtube: http://www.youtube.com/Spore

06/09/2008

Arte que se lê: "Mais que humano" de Theodore Sturgeon


Theodore Sturgeon (1918-1985), de seu nome verdadeiro Edward Hamilton Waldo, foi considerado um escritor prolífico tanto de short stories, como de romances.

"Mais que humano" é a minha leitura mais recente e opto por falar deste livro porque, simplesmente, trata-se de algo original, diferente de tudo o resto que tenho encontrado no campo das letras.

"Esta obra, publicada pela primeira vez em 1953, é uma referência incontornável dos primórdios da ficção científica, é um clássico e uma fabulosa aventura da imaginação ainda nunca ultrapassada. Um romance distinguido com o International Fantasy Award."


Imaginem seis pessoas que, antes de se conhecerem, a única coisa que partilhavam era um sentimento de desajustamento, exclusão, perante o mundo. Todos eles, diferentes entre si, sentiam a falta de algo, enquanto lidavam com os episódios mais ou menos bizarros da sua vida. Todos eles possuem algo que os difere do mundo que os rodeia e, um magnetismo interior, uma força inconcebível que sem explicação, os encaminha na direcção uns dos outros, até que se unem. A partir desse momento descobrem o que os difere do mundo: enquanto cada pessoa é um indivíduo, cada um desses seis seres é somente um membro de um organismo maior, um ser "gestalt" e só nesta união se sentem como um "todo".


" - Pergunta ao Bébé que espécie de pessoas estão sempre a tentar saber o que são e a que pertencem?

- Ele diz: todas as espécies.

- Então - perguntou Nico -, de que espécie sou eu?

Ao fim de um minuto, gritou:

- De que espécie?

- Cala-te um momento. Ele não tem uma maneira de o dizer... uh... já está. Ele diz que é um cérebro que calcula as coisas, e eu sou um tronco, e as gémeas são braços e pernas, e tu és a cabeça. Ele diz que o "Eu" somos nós em conjunto.

- Eu pertenço. Eu pertenço. Sou parte de ti, de ti e de ti também.

- És a cabeça, parvo. "

21/08/2008

Obrigada



No Verão, quando a vida desperta mais do que nunca "lá fora", nas ruas, ao ar livre, o mundo cibernético esmorece um pouco, entra em hibernação.

Escrevo este post para dar "sinal", mostrar que o Sta Arte não morreu, só hibernou. Muito em breve, voltarão novos postos, as rubricas serão continuadas e até alargadas.


Sobretudo quero agradecer as vossas visitas. O Sta Arte existe desde Janeiro deste ano, e se o contador estiver acertado, ultrapassámos já as 13000 visitas, oriundas de 51 países, o que para mim é estrondoso tendo em vista que este é um blog escrito em português. Essa contagem é muito mais do que um número, é sentir a vossa presença, saber que está alguém desse lado, por isso aqui vai o meu agradecimento a todos quantos têm visitado este canto.

Obrigada. Serão sempre benvindos.
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