16/01/2008

História da Arte: Paleolítico


Este é o primeiro de muitos posts sobre a História da Arte, com o objectivo de difundir as várias etapas da mesma nas várias épocas. Aprender e compreender para apreciar melhor o que nos rodeia. Espero que gostem.


"A arte do Paleolítico refere-se ao início da história da arte e à mais antiga produção artística de que se tem conhecimento. A arte deste período situa-se na Pré-História, no Paleolítico (Idade da Pedra Lascada), e tem início há cerca de dois milhoes de anos estendendo-se até c. 8 000 a.C..
O Paleolítico é um dos três períodos da Idade da Pedra, ao qual se segue o Mesolítico e, posteriormente, o Neolítico (Idade da Pedra Polida), e que se situa, do ponto de vista geológico, na Idade do gelo, mais precisamente no Pleistoceno.

São deste período instrumentos de pedra talhada, decoração de objectos, jóias para diferentes partes do corpo, pequena estatuária representando a figura feminina ou animais, relevos e pinturas parietais com temática de caça e figuras isoladas de animais ou caçadores.

Após o início da produção manual de objectos começam a surgir os primeiros indícios de decoração dos mesmos, mas só no Paleolítio Superior se fazem as primeiras tentativas de transpôr algo real para um determinado suporte. Para isto é necessário uma observação cuidada da natureza envolvente e a percepção de que é possível a reprodução do mundo visível através de um novo método.

Este método implica a captação da realidade e, no caso da pintura e do relevo, a passagem da tridimensionalidade para um plano bidimensional que resulta, inicialmente, em representações de grande naturalismo e realismo. O Homem faz também uso de rochas ou pedaços de osso ou madeira que se assemelhem a um determinado animal, tirando partido dessa associação e das características pré-existentes do suporte para criar uma escultura ou relevo (por vezes também associando a pintura).

O Homem compreende que a arte lhe possibilita uma relação mais estreita com a natureza e que ele próprio pode usar a sua representação para exercer influência sobre o mundo que o rodeia. Através da imagem os factores essenciais à sua existência podem ser dominados e o Homem pode revelar as experiências dos seus sentidos. Mais tarde, quando começa a reflectir sobre si próprio e o mundo envolvente, passa progressivamente a representar imagens idealizadas, ao invés de simplesmente imagens observadas. A partir deste momento começa a aproximando-se cada vez mais da sintetização dos elementos e da sua esquematização simbólica (como o caso das estatuetas femininas onde se realçam as características da feminilidade em linhas simples).

De um modo geral, a hipótese mais defendida sobre o objectivo da arte paleolítica é a que os primeiros objetos de arte não eram utilitários ou adornos, mas uma tentativa de controlar forças sobrenaturais e, segundo especulam os arqueólogos, obter a simpatia dos deuses e bons resultados na caça. Considerando que as pinturas descobertas em cavernas se encontram em locais de difícil acesso, e não à entrada ao olhar de todos, pode-se supor que o objectivo não é proporcionar uma imagem impressionante acessível a todo o grupo, a arte pela arte, mas antes seguir um ritual mágico. Assim, o resultado estético (de grande naturalismo) não será mais que uma consequência secundária do objectivo principal. De qualquer modo não se pode eliminar totalmente a hipótese de um objectivo estético consciente.

No período do Paleolítico Superior são feitas as primeiras pinturas em cavernas e paredes externas de pedra, há aproximadamente 15.000 anos. A representação de vários animais (cavalos, mamutes, bois, veados) é comum, como se pode observar na caverna de Lascaux, França - sítio arqueológico descoberto em 1940.

Aproveitando-se das irregularidades naturais das pedras, o homem do paleolítico chega, com suas pinturas, próximo das formas reais da natureza. Utiliza para os seus trabalhos diversos materiais como carvão, terra e sangue, além de pincéis e osso oco como instrumento de sopro (ex.: para pulverizar o contorno da mão obtendo um negativo).

Outras importantes pinturas rupestres foram descobertas na caverna de Altamira, Espanha, por Marcelino Sanz de Sautuola. Em Altamira encontram-se pinturas nas paredes e no próprio teto da caverna, consideradas até hoje uma das maiores descobertas da história da arte."


leia o artigo completo em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Pech_Merle_main.jpg

foto: Contorno de mão na caverna de Peche Merle, França (in wikipédia
)

1 comentário:

Meus Netos Minha Fortuna disse...

Minha querida amiga

Para já temos "pelo menos" uma coisa em comum... a minha filha (tenho dois, um rapaz, pai dos meus netos e uma rapariga)também se chama Ana- Ana Luisa mais concretamente e a quem chamamos de Anita, tem 31 anos .

Pois Ana eu li os seus posts deliciada, sobre a história da pintura é óptimo pois julgamos que sabemos muito... e quando se chega a cantinhos como o seu somos uma autêntica "formiguinha" tão pequeninos... claro que falo por mim!
E, não me considero analfabeta... pois a História da Arte é um tema que gosto muito...só que há sempre muito para aprender!...

Quanto á cestaria ... tenho tantas recordações, de ver "in loco" a feitura dos açafates e das "gigas"
para as "lavradeiras" levarem a merenda aos maridos que trabalhavam no campo...

As "gigas" essas eram para ir á feira, levar dentro um "naco" de pão para enganar o estômago... e trazer as "mercas"(compras).

Tive o privilégio de ter nascido numa aldeia, a 45 Km da cidade do Porto, e na minha meninice, enquanto andava na primária, assisti a essas cenas...que hoje recordo com mto carinho!

Após a 4º classe fui para um colégio interna (era longe... tinha de ser!)mas quando regressava nas férias... oh que alegria!

Aos 18 anos vim para o Porto e por aqui continuo mas nunca deixei de ir á minha terra Natal!
Mas... infelizmente já não é a mesma coisa! Já não é tão genuino e belo!...
Tenho pena... mas o progresso fala mais alto!

Bem, como sempre pareço uma "máquina falante"desculpe!

Parabens por abordar assuntos, para mim tão interessantes!

Um beijo da amiga
Cassilda

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