30/06/2008

Arte que se visita: Zoo de Lisboa


O Jardim Zoológico é o meu local favorito de Lisboa. Todos os anos dá-me um prazer enorme revisitar as suas instalações. E, conto fazê-lo sempre.

Assisti à degradação das suas instalações e, com grande alegria, à renovação das mesmas. Hoje em dia, o Zoo está melhor do que nunca e recomenda-se a todos, independentemente da idade. O jardim da entrada nunca esteve tão florido e arranjado, tão povoado de vida e cor, abundante em chapéus de sol, visitantes, esplanadas e restaurantes. Os animais foram sendo contagiados eles próprios por esta chuva de cor e renovação e, em conjunto com o trabalho do pessoal, voluntários e da campanha de apadrinhamento, parecem ter, eles próprios, semblantes mais satisfeitos.


A sua história:


"Inaugurado em 1884, o Jardim Zoológico de Lisboa foi o primeiro parque com fauna e flora da Península Ibérica. Foram vários os seus fundadores, como os Drs. Pedro van der Laan e José Thomaz Sousa Martins e o Baraão de Kessler, que contaram com o apoio de várias personalidades, como o Rei D. Fernando II e pelo conhecido zoólogo e poeta José Vicente Barboza du Bocage.

As primeiras instalações situaram-se no Parque de São Sebastião da Pedreira, que foi cedido gratuitamente pelos seus proprietários. Em 1905, foram inauguradas as novas e definitivas instalações na Quinta das Laranjeiras.

As inúmeras remessas de animais vindos de África e do Brasil contribuíram para que, ao longo dos anos, o Jardim Zoológico tivesse uma das colecções de animais mais vasta e diversificada. Destacaram-se, na realidade, alguns governadores das ex-províncias ultramarinas no contributo para o enriquecimento da colecção zoológica com exemplares de espécies exóticas, pouco conhecidas e atractivas.

Em 1952, a Câmara Municipal de Lisboa galardoou esta Instituição com a Medalha de Ouro da Cidade.

A queda do Estado Novo em 1974 e a consequente independência das antigas colónias em África, significou a quebra do forte apoio prestado ao Jardim Zoológico pelas autoridades na diversificação e renovação da colecção animal. Por esta altura, o número de visitantes também diminuiu de forma substancial e ocorreram cortes radicais dos subsídios estatais. Assim, foi necessário desenvolver e implementar uma nova estratégia de gestão para o Jardim Zoológico, adequando-o aos valores e necessidades da época.

Em 1990 a nova política de gestão adoptada pelo Dr. Felix Naharro Pires que tomou posse tinha por objectivos a modernização do espaço do Jardim, assim como dos serviços. Deste modo, foram criadas áreas de trabalho específicas com objectivos próprios, para melhorar a colecção e o bem-estar animal, a sua alimentação e os cuidados médico-veterinários. Em paralelo, foram criados serviços comerciais, de marketing, relações públicas e imprensa, de modo a dinamizar o Parque como parceiro privilegiado das empresas. Promover a educação para a conservação junto do público visitante era, também, uma das principais preocupações, que rapidamente mereceu a criação de um serviço próprio, o Centro Pedagógico.

Hoje em dia, o Jardim Zoológico é um importante espaço onde aliada à conservação e à educação está uma forte componente de entretenimento e diversão. No parque habitam várias espécies de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Das mais de 360 espécies do Jardim Zoológico, 54 são EEP's."


fonte: site do Zoo


Visite:



Vídeos do Zoo no Youtube:




Até dia 7 de Julho para evitar subida de tarifas da EDP


Muitos já devem ter recebido este mail, e puderam verificar junto de várias instituições como a Deco ou a Erse, ou ainda nos media, a sua veracidade. Muitos estiveram até agora sem conhecimento disto. Aos que ainda não sabem, este post é para vós, para vos incitar à reflexão e à acção, antes que seja tarde demais, e que mais uma medida venha complicar a vida e a carteira do cidadão que trabalha e paga as suas dívidas.


Ora aqui vai, ipsis verbis, o texto do mail que recebi:


"Mandaram-me esta mensagem e pensei que não podia ser verdade. Mas fui procurar no Google e vi no Jornal de Negócios que eles vão mesmo pôr isto em prática a não ser que haja muitas reclamações. Aqui vai o link do Jornal de Negócios onde podem confirmar. Só temos até dia 7 de Julho para nos pronunciarmos.



A EDP pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP.


A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Há que agir rapidamente. Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta mas não tenhos os elementos. Peço que enviem o mail infra e divulguem o mais possível, para bem de todos nós cumpridores.



' Exmos. Senhores: Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a V. Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à 'proposta' - que considero absolutamente ilegal e inconstitucional - de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores. Com os melhores cumprimentos, "


Eu assino por baixo, e vou já tratar de enviar a minha reclamação. Convido os que estão de acordo com o ponto de vista de não querer pagar as dívidas contraídas por outros a agirem.




Obrigada pela vossa atenção

29/06/2008

Arte que se lê: "Les Aventures de Tintin" de Hergé


Na minha mente, arrumo as aventuras de Tintin numa gaveta partilhada com Poirot, Klimt, todos os objectos da exposição de Art Deco no Museu de Sintra e, muitos mais. Aliás, com tudo e todos que me remetam aos anos 20 e 30, sobretudo europeus.


Essa época, que me fascina, cristalizou-se de tal forma no consciente colectivo, que basta um pequeno pormenor, reminiscência para ser identificada.


Associo Tintin às peças de mobiliário em exposição no museu, não por ligeireza, mas porque a essência da época transpiram em ambos - o mesmo conteúdo, formas distintas. Tintin é um repórter que se envolve em aventuras, viaja para destinos exóticos, é um explorador. Assim era o propósito de vida ideal nesses anos idos, igualmente traduzidos por tapeçarias com temas da mitologia egípcia - influência das grandes descobertas arqueológicas, madeiras exóticas, nácar, laque, a busca da excentricidade e mitologia oriental transportada para dentro de casa.


Tintin lembra-me tudo isso. Sobretudo, trago aqui Tintin, porque as suas aventuras têm concerteza lugar no imaginário dos que são mais jovens hoje em dia, ou pelo menos deveriam.






Tintim (ou Tintin, no original em francês) é o protagonista da série de ficção de banda desenhada (português europeu) ou história em quadrinhos (português brasileiro) conhecida como A Aventuras de Tintim (Les aventures de Tintin, no original). O personagem foi criado pelo quadrinista belga conhecido como Hergé em 10 de janeiro de 1929.




A teoria corrente indica que Hergé baptizou a sua personagem como Tintim em homenagem ao álbum de Benjamin Rabier escrito em colaboração com Fred Isly, denominado Tintin lutin (1897). Tal teoria parece corresponder à verdade, uma vez que, para além do nome, são facilmente verificáveis algumas semelhanças existentes entre Onésime, personagem do álbum referido, e o Tintim de Hergé. O nome Tintim aparece pela primeira vez em 1929, data que pode ser assinalada como a sua nascença gráfica.




Dado que a série de quadrinhos possuiu uma existência de quase meio século, a personalidade de Tintim sofreu sutis alterações ao longo de sua evolução, embora sua caracterização tenha se mantido consistente durante todo o seu percurso. O personagem normalmente é apresentado como um jovem repórter (cuja idade vai presumivelmente da adolescência até a juventude), de espírito aventureiro e curioso, constantemente envolto em casos de investigação criminosa ou em conspirações políticas, geralmente guiado por uma personalidade descrita como nobre, audaciosa e perspicaz. Eventualmente o personagem passa uma imagem de inocência, ainda que procure responsabilizar-se por seus atos de forma presumivelmente bastante madura (não raro criando situações em que dá "lições de moral" em outros personagens mais velhos).
Entretanto, a evolução da série em quadrinhos (que vai da década de 1930 até os anos 70) faz com que a descrição do personagem reflita a forma como a visão de mundo de seu autor (e da própria civilização ocidental, de uma forma geral) se altera, livrando-se de preconceitos ou agregando outros, de forma que o personagem possua um leve sentimento colonialista e eurocêntrico em suas primeiras histórias e passe a lutar pela independência das antigas colônias sul-americanas nas últimas histórias.



Tintim era desenhado como um garoto de pele clara e cabelos castanhos, apresentando um característico topete que viria a se tornar praticamente sua marca registrada. Em praticamente todas as suas histórias, Tintim era retratado vestindo uma blusa de lã azul e um culote bege. Porém, dependendo da região do mundo em que se encontrava, ele poderia eventualmente trajar as vestimentas típicas daquele local.




Possivelmente, o personagem da série em quadrinhos que mais esteja associado emocionalmente a Tintim seja o seu cachorro de estimação, apelidado de Milu, um fox terrier de pêlo branco. O cão acompanha o repórter desde suas primeiras histórias, demonstrando uma esperteza e uma lealdade superiores aos demais cães.
Da mesma forma, ao longo de suas histórias, Tintim colecionou uma série de aliados. Dentre todos, talvez o mais importante seja o Capitão Haddock, arquétipo do marinheiro beberrão e ranzinza, mas de bom coração. Outro personagem importante foi o Professor Girassol, igualmente o arquétipo do gênio cientista/inventor das histórias de ficção.




fonte: wikipédia




site oficial: http://www.tintin.com/




Veja aqui:








Tintin no templo do sol pt 1- http://www.youtube.com/watch?v=2Uqgua-37UY

Tintin no templo do sol pt 2 - http://www.youtube.com/watch?v=ZFjKPyJXrPw


24/06/2008

Arte que se vê: "Nim's Island" de Jennifer Flackett

Hoje trago-vos este filme. "Nim's Island" ou, se preferirem, "A Ilha de Nim".

Nim, (Abigail Breslin), é uma menina de 11 anos, diferente das meninas da sua idade que conheço ou recordo. Ela é diferente em primeiro lugar, porque a sua casa é numa ilha recôndita, que seria deserta, não fosse esta o lar secreto desta menina, do seu pai cientista, (Gerard Butler), e dos seus animais.
Outros pormenores que fazem desta menina diferente, a começar pelo seu nome, inventado pela sua mãe, é o facto de não ir à escola, mas tem uma sede de conhecimento enorme que satisfaz através de brincadeiras com os seus amigos - um leão-marinho, um lagarto e um pelicano -, ou através dos imensos livros que devora.

Tanto o seu pai como Nim fazem questão que a localização do sua ilha se mantenha secreta. Recebem mantimentos regularmente através de um barco, e abastecem-se no mar, pois nem ao capitão deste barco dão autorização para atracar no local a que chamam lar. Obtém alimentos na ilha, electricidade através de paineis de energia solar e comunicam com o mundo através de internet.

A grande aventura começa quando o pai de Nim vai numa breve expedição marítima, mas depara-se com problemas para regressar. Nos dias em que fica sozinha, Nim depara-se com diversas situações, de entre as quais como defender a sua ilha de uma invasão de turistas sem ser descoberta.
Enquanto isso, vai trocando e-mails com a escritora dos seus livros favoritos, sem saber que esta é uma mulher, dominada pelas suas obsessões, agorafóbica. Na mente de Nim, Alex Rover, é um homem, mas não um homem qualquer. Alex é nada mais nada menos do que o seu herói favorito, e esquece-se que este é ficcional, pedindo-lhe ajuda quando a sua situação se complica.
Alex, (Jodie Foster), vê-se então pela primeira vez como heroína da sua própria história, tendo que atravessar meio mundo e, vencer mil fobias, para ir de encontro a esta menina de 11 anos, que está sozinha e precisa de ajuda.
É uma história terna, as personagens são entusiasmantes, e é sobretudo um bom filme para ver em família, pois tem boas mensagens para crianças e adultos.

http://www.myspace.com/nimsisland

13/06/2008

Inspiração: O Poder da Palavra


Madre Teresa de Calcutá, para além da lição contida nas suas acções, disse muitas coisas dignas de serem recordadas, verdadeiros ensinamentos, valiosos se incorporados na vida de qualquer um de nós, independentemente de quem sejamos ou quaisquer que sejam as nossas crenças. Porque os verdadeiros bons exemplos, os que são realmente luminosos, são universais.

Ora bem, dessas muitas coisas, existe uma em especial que recordo, mais da sua essência do que as palavras exactas. Certo dia, aquando uma entrevista, Madre Teresa afirmou que nunca haveria de participar numa manifestação contra a guerra ou contra a fome. Ao invés disso, aceitaria qualquer convite que fosse em favor da paz ou a favor da abundância para todos os seres humanos.

Alguns devem questionar-se sobre a diferença entre ser contra a guerra ou a favor da paz. Mas é a diferença do mundo. É o poder da palavra e do pensamento. Quantas palestras, seminários, livros, filmes existem hoje sobre o poder da palavra, e como o facto de nos expressar-mos sempre pela positiva faz de nós e de quem nos circunda mais leves, mais positivos, mais alegres, mais saudáveis, mais optimistas.


Sobre o poder da palavra, encontrei o seguinte texto, que pode ser elucidativo:


"O uso da palavra define o ser humano. Raramente, num instante de meditação, ficamos livres do pensamento. Uma das nossas características centrais é que falamos quase o tempo todo, não apenas com palavras físicas, mas também mentalmente. Quando não dizemos nada para os outros, estamos dizendo coisas para nós próprios. Quando não escutamos alguém, ouvimos dentro de nós a voz interior das esperanças e anseios que habitam nosso universo pessoal.


A fala, assim, é muito mais do que um mero som ou uma seqüência lógica de pensamentos. É uma corrente magnética cheia de vida. Para o cachorro, a voz do dono desperta devoção e um sentido natural de obediência. Para a criança pequena, a voz da mãe dá tranqüilidade e a faz dormir. Para aquele que busca compreender a si mesmo, a voz da consciência é seu grande mestre.


A filosofia esotérica ensina que o mundo físico, com suas três dimensões, é rodeado por um universo invisível, eletromagnético e transcendente. Nessa quarta dimensão, as distâncias físicas não têm importância. Esse mundo sutil é conhecido como luz astral, ou akasha. Nele estão registradas as imagens de todas as coisas que passaram e as sementes das coisas que virão. É um espaço-tempo diferente, que rodeia e também interpenetra o nosso pobre mundo tridimensional. Ali as coisas podem deslocar-se na velocidade do pensamento.


Esse mundo oculto é influenciado decisivamente pela palavra. “No início era o verbo”, diz a Bíblia (João,1:1). E o verbo ainda hoje cria o universo humano. Todos os dias, pela manhã, reinventamos a vida. É sempre aqui e agora que criamos o nosso destino futuro, através das palavras que dizemos para nós próprios e para os outros. Cada pensamento e cada som é um mantra, porque detém um poder mágico de influenciar a vida de modo profundo. Eliphas Levi escreveu: “As vibrações da voz modificam o movimento da luz astral e são veículos poderosos do magnetismo”.(1) As vibrações do pensamento que não é falado têm o mesmo efeito.


O poder da palavra é enorme, portanto. Ela salva e condena, ilumina e causa escuridão, faz adoecer, cura e dá esperança. O pensamento correto leva à palavra e à ação corretas, e disso surge a felicidade. Está escrito em “Provérbios”, um texto bíblico que transmite grande sabedoria:


“Uma resposta branda aplaca a raiva, uma palavra agressiva atiça a cólera. A língua dos sábios torna o conhecimento agradável, a boca dos insensatos destila ignorância. Em todo lugar os olhos de Deus estão vigiando os maus e os bons. A língua suave é árvore da vida, mas a língua perversa quebra o coração. (...) Os lábios dos sábios espalham conhecimento, mas o coração dos insensatos não é assim.” E poucas linhas mais adiante: “Abominação para Deus são os pensamentos maus, mas as palavras benevolentes são puras.”(2)


A palavra é a unidade básica do pensamento e da fala, e sempre chega ao seu destino. Ela produz um efeito eletromagnético, independentemente de nós sabermos ou desejarmos isso. Mas a parte principal do seu efeito se volta para nós próprios. As palavras que dizemos ficam gravadas em nosso inconsciente e se misturam ao nosso destino. Esta é uma lei inevitável, e por isso nossa vida é, de fato, resultado do nosso pensamento.


O Dhammapada, uma das escrituras do budismo, ensina:


“Tudo o que somos hoje é resultado do que temos pensado. O que pensamos hoje é o que seremos amanhã: nossa vida é uma criação da nossa mente. Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento o acompanha como a roda segue a pata do boi que puxa a carreta. (...) Se um homem fala ou age com a mente pura, a felicidade o acompanha como sua sombra inseparável.”(3)


O Novo Testamento (Tiago, 3:2-3) afirma: “Aquele que não tropeça ao falar é realmente um homem perfeito, capaz de refrear todo seu corpo. Quando colocamos um freio na boca dos cavalos, a fim de que nos obedeçam, conseguimos dirigir todo seu corpo.” Assim como a cabeça do cavalo, a palavra vai na frente, abre caminho e define as linhas pelas quais o futuro será construído.


(1) A Chave dos Grandes Mistérios, de Eliphas Levi, Ed. Pensamento, SP, p. 111. (2) Provérbios, 15, 1-7, e também 15:26 no Antigo Tes- tamento. (3) Dhammapada, Caminho da Lei, tradução e adaptação de Georges da Silva, Ed. Pensamento, SP, p. 19.





Leia mais:

Parabóla sobre o poder da palavra: http://astrologia.sapo.pt/Xz223/511610.html






Conheça mais sobre Madre Teresa de Calcutá:

11/06/2008

Arte que se inventa: Carros ecológicos




Hoje quero falar de carros ecológicos. Viaturas que pouco ou nada dependem de produtos petrolíferos para se movimentarem. Veículos que poluem menos.


Mais do que querer, hoje preciso de falar de carros ecológicos. Portugal está neste preciso momento a parar, por falta de combustível. Os camionistas estão em greve devido ao preço que os combustíveis atingiram, o governo queda-se em medo e em inacção, as bombas de gasolina secam em questão de horas, os automobilistas em pânico afluem às poucas bombas de gasolina que ainda dispõem de alguns litros de gasóleo ou gasolina, nos supermecados começam a faltar os bens essenciais que sejam frescos ou importados. Nos programas de informação debatem-se as atitudes violentas por parte dos grevistas, a incapacidade do governo de tomar atitudes, depois do leite derramado questionam-se como é que viemos a depender do transporte em camiões para tudo e mais alguma coisa quando existem ferrovias. Os bombeiros alertam que muito em breve não será possível acorrer em socorro de alguém, porque simplesmente os veículos estão impossibilitados de se moverem.


Pessoalmente, nestas alturas fico espantada como a espécie humana conseguiu sobreviver tanto tempo neste mundo. Os nossos ancestrais devem estar a dar voltas na tumba. Portugal descobriu o mundo em naus, que em nada dependiam de motores, e nós encolhemo-nos num cantinho em pânico, com palas nos olhos, por falta de combustível.


Pessoalmente, e desculpem se a minha perspectiva vos ofende, mas estou a gostar desta crise. Estes acontecimentos são uma chamada de despertar que espero que não caia em saco roto, que seja esquecido rapidamente como tudo o mais o que acontece. Que a falta de combustível dê o mote para que se acabe com o poder do lobby das petrolíferas. Esses lobbies que são responsáveis por camuflar as experiências bem sucedidas com carros ecológicos, tal como aconteceu em 2003 na Holanda, onde foram feitas experiências muito bem sucedidas com protótipos deste tipo de carros. Protótipos que foram retirados das ruas, experiências vetadas ao silêncio, porque para uma minoria muito poderosa, convém que o mundo dependa do ouro negro, mesmo que exista a tecnologia para aumentar a qualidade de vida de todos neste mundo e a saúde do próprio planeta.


Porque ao utlizarmos energias renováveis para nos movimentarmos não gastaremos dinheiro, os preços dos bens diminuirão e consequentemente haverá menos pobreza, a qualidade de vida de todos aumentará, não existirão fumos de escapes, o smog nas grandes cidades será uma referência passada.




Leia aqui sobre carros ecológicos:














Existem muitos mais por aí, mas o meu objectivo neste post é dar a aumentar a curiosidade de todos quanto a este tema, e aumentar a consciência quanto ao mesmo, para que possamos com conhecimento exigir aos governos dos nossos países que ajam de uma maneira responsável, que deixem de se vender ao poderio dos lobbies, e adoptem soluções que aumentam a qualidade de vida de todos os seres humanos.




imagem: veículo globetrotter

06/06/2008

Arte que se ouve: "White and Nerdy" de "Weird Al" Yankovic


"Weird Al" Yankovic é um dos artistas mais divertidos que já ouvi falar. Gosto dele com o mesmo apreço e entusiasmo que guardo para com todos que têm a capacidade para me fazerem rir.
A sua carreira, que iniciou em 1979, consiste em fazer paródias de músicas bem conhecidas do grande público.
A primeira vez que vi um dos seus videoclips, foi há muitos anos atrás, numa paródia ao "Like a Virgin" de Madonna que resultou num hilariante "Like a Surgeon".

Like a Surgeon - http://www.youtube.com/watch?v=N26KWq7MmSc&feature=related

Mas, mas muito mais recente é o tema "White and Nerdy", que escolhi para representar o "Weird Al" neste cantinho, porque achei a letra e o vídeo uma deliciosa paródia.


"White & Nerdy"


They see me mowin'

My front lawn

I know they're all thinking

I'm so White N' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

Can't you see I'm white n' nerdy

Look at me I'm white n' nerdy!

I wanna roll with-The gangsters

But so far they all think

I'm too white n' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

I'm just too white n' nerdy

Really, really white n' nerdy

First in my class here at M.I.T.

Got skills, I'm a Champion of DND

MC Escher that's my favorite MC

Keep your 40I'll just have an Earl Grey tea

My rims never spin to the contrary

You'll find they're quite stationary

All of my action figures are cherry

Steven Hawkings in my library

My MySpace page is all totally pimped out

I got people begging for my top 8 spaces

Yo I know Pi to a thousand places

Ain't got no grills but I still wear braces

I order all of my sandwiches with mayonnaise

I'm a whiz at minesweeper I can play for days

Once you see my sweet moves you're gonna stay amazed,

my fingers movin' so fast I'll set the place ablaze

There's no killer app I haven't run

At Pascal, well, I'm number 1

Do vector calculus just for fun

I ain't got a gat but I gotta soldering gun

Happy days is my favourite theme song

I can sure kick your butt in a game of ping pong

I'll ace any trivia quiz you bring on

I'm fluent in Java Script as well as Klingon

Here's the part I sing on

They see me roll on, my Segway!

I know in my heart they think I'mwhite n' nerdy!

Think I'm just too white n' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

Can't you see I'm white n' nerdy

Look at me I'm white n' nerdy

I'd like to roll with-The gangsters

Although it's apparent I'm tooWhite n' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

I'm just too white n' nerdy

How'd I get so white n' nerdy?

I've been browsing, inspectin'X-men comics you know I collect 'em

The pens in my pocket

I must protect 'emmy ergonomic keyboard never leaves me bored

Shopping online for deals on some writable media

I edit Wikipedia

I memorized Holy Grail really well

I can recite it right now and have you ROTFLOL

I got a business doing websites

When my friends need some code who do they call?I do HTML for them all

Even made a homepage for my dog!

Yo! Got myself a fanny packthey were having a sale down at the GAP

Spend my nights with a roll of bubble wrap

POP POP! Hope no one sees me gettin' freaky!

I'm nerdy in the extreme and whiter than sour creme

I was in AV club and Glee club and even the chess team!

Only question I ever thought was hard

Was do I like Kirk or do I like Picard?

I spend every weekend at the renaissance fair

I got my name on my under wear!

They see me strollin'

They laughin'

And rollin' their eyes 'cause

I'm so white n' nerdy

Just because I'm white n' nerdy

Just because I'm white n' nerdy

All because I'm white n' nerdy

Holy cow I'm white n' nerdy

I wanna bowl with-the gangsters but oh well it's obvious I'mwhite n' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

Think I'm just too white n' nerdy

I'm just too white n' nerdy

Look at me I'm white n' nerdy!





O vídeo de "White and Nerdy": http://www.youtube.com/watch?v=-xEzGIuY7kw







Veja outros vídeos e adivinhe quais os temas originais que deram origem a estas versões:






- Trapped in the drive-thru - http://www.youtube.com/watch?v=qmGVYki-oyQ






Google